Ir direto para menu de acessibilidade.

SEI!  |  WEBMAIL | INTRANET

Início do conteúdo da página

É dever de todos promover a dignidade e os direitos das pessoas idosas

Publicado: Terça, 28 de Setembro de 2021, 18h21 | Acessos: 15666

Dia Nacional do Idoso e Internacional da Pessoa Idosa

O Dia Nacional do Idoso e Internacional da Pessoa Idosa são comemorados no dia 01º de outubro, ambos com o objetivo de lembrar a importância dos cuidados com esta população e dos DIREITOS que eles possuem. Essa data foi firmada com a criação do Estatuto do Idoso (Lei no 10.741, de 1º de outubro de 2003), em 2003, e o Dia da Internacional da Pessoa Idosa, foi definida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1990, conforme registrado na Resolução 45/106.

Mais do que nunca esse dia deve ser comemorado, pois este ano de 2021 é emblemático na luta contra o preconceito em relação à pessoa idosa e a velhice ser considerada uma doença.

 

Velhice: superando conceitos

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais. O mesmo entendimento está presente na Política Nacional do Idoso (instituída pela lei federal 8.842), de 1994, e no Estatuto do Idoso (lei 10.741), de 2003.  (Imagem: Hypeness)

 

Envelhecer é um direito, não é doença

 

Caso o termo velhice seja instituído, os sinais normais de envelhecimento serão indicativos de doença e tratados como tal. Além disso, poderá mascarar problemas de saúde reais para a pessoa idosa; aumentar o Idadismo, que se refere o preconceito etário, especialmente contra pessoas idosas; interferindo no tratamento, na pesquisa de enfermidades e na coleta de dados epidemiológicos direcionados a esse grupo etário.

A Assembleia Mundial de Saúde, órgão de governança que estrutura e apresenta as ações a serem cumpridas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), prevê instituir a velhice, sob o código MG2A, no capítulo 21 da Classificação Internacional de Doenças (CID), em sua edição de número 11 – CID 11, a partir de 1º de janeiro de 2022.

Importante ressaltar que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou em 2020 o período de 2021-2030 como "Década do Envelhecimento Saudável" a fim de fomentar o envelhecimento ativo a longo prazo e a Assembleia Mundial da Saúde na resolução WHA69.3 em 2016 estimulou a Campanha Global de Combate à Discriminação por Idade com o objetivo de criar um mundo para todas as idades por meio de uma mudança na forma como pensamos (estereótipos), nos sentimos (preconceito) e agimos (discriminação) em relação à idade e ao envelhecimento.

A OMS se coloca em contradição com a proposta de incluir o termo velhice na nova versão da CID, CID 11, classificando a velhice como doença, uma vez que ela mesma decreta o período de 2021-2030 como "Década do Envelhecimento Saudáve"l e a Campanha Global de Combate à Discriminação por Idade. Ambas as ações da OMS pretendem engajar as pessoas para hábitos e atitudes que levem a uma vida mais longa e saudável; e combater o Idadismo.

Caso a velhice seja considerada uma doença é muito provável que passemos a consumir medicamentos desnecessários para uma doença que não existe e que cresça a obsessão pela aparência jovem, não doente, e a intensificação do consumo por produtos e procedimentos antienvelhecimento.

Além do mais, o envelhecimento com saúde e dignidade é um direito de todos os cidadãos brasileiros! A Constituição Federal de 1988 diz no seu artigo 230: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida” e o Estatuto do Idoso traz em seu artigo 8o que “o envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social nos termos desta Lei e da legislação vigente.”

 

uma vida social ativa garante mais independência funcional na velhice

Envelhecer: processo natural da vida. (Imagem: Amplatitude)

 

Eles têm muito a nos ensinar e muito a comemorar

As pessoas idosas não são um peso para a sociedade, muito pelo contrário são pilares com suas sabedorias, conhecimentos, produtividade e experiência. Ademais, as pessoas idosas, impulsionam uma parte substancial da atividade econômica do mundo, hoje e no futuro, a "economia da longevidade" pode ser uma oportunidade de crescimento ainda não explorada. Joseph Coughlin, diretor do AgeLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e autor do livro The Longevity Economy: Unlocking the World’s Fastest-Growing, Most Misunderstood Market argumenta que “a velhice é uma construção social que não reflete como as pessoas vivem realisticamente após a meia-idade – e diz que as empresas precisam oferecer o que as pessoas mais velhas realmente querem, e não o que a sabedoria popular sugere que elas precisam.”

 

uapi5

A Universidade Aberta para as Pessoas Idosas - Unidade Campus São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (Uapi/CSP/Unifesp), com o propósito de ampliar o acesso e oferecer às pessoas a partir de 60 anos, independente de escolaridade, ações de natureza educativa, cultural, científica e social, adaptou a programação com aulas virtuais, desenvolvidas por metodologias que permitem a assimilação e a construção do conhecimento a partir dos desafios postos pela realidade dos participantes.

 

velhice nao e doenca logoVárias instituições e autoridades no Brasil se uniram e criaram a Campanha Velhice Não é Doença com o objetivo de fazer um apelo à OMS para que retire o termo velhice da CID 11. Você também pode apoiar essa causa assinando o abaixo-assinado pela não inclusão do termo velhice na CID 11 por meio @velhicenaoedoenca22 (Instagram e Facebook) e @velhonaoedoente (Twitter) ou produzindo materiais como vídeos sobre a temática que podem ser enviados pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Espero que não sejamos considerados doentes ao chegarmos aos 60 anos, idade em que o indivíduo passa a ser pessoa idosa no Brasil. Não podemos perder de vista que a velhice é uma fase da vida, como a infância, juventude e vida adulta. Ela se inicia desde o nascimento e é umas das maiores conquistas sociais do último século e deve ser muito comemorada!

 

 

meiry

 Por Meiry Fernanda Pinto Okuno

Professora adjunta da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (EPE/Unifesp) - Campus São Paulo. Possui graduação em Enfermagem (Unifesp, 2004), especialização em Enfermagem Gerontológica e Geriátrica (Unifesp, 2006), mestrado em Enfermagem (Unifesp, 2010), doutorado em Enfermagem (Unifesp, 2013), pós-doutorado (Unifesp, 2018). Tem experiência na área de Enfermagem, Envelhecimento, Qualidade de Vida com ênfase em Enfermagem. Outras informações, clique aqui

 

 

Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 
Categoria:

Doação de corpos: um manifesto em vida para o progresso da ciência

Veja como doar seu corpo pode lhe dar uma segunda vida e salvar outras pessoas.

Doe sangue e faça parte dessa corrente de solidariedade pela vida

Ser um herói está ao seu alcance!

CAISM recebe visita do secretário estadual de Saúde

Acompanhado pelo reitor Nelson Sass, Jean Gorinchteyn conheceu as dependências do serviço...

Árvore em homenagem ao Prof. Manoel Girão

Muda de plátano escolhida por sua história e simbologia foi plantada na Atlética

Fim do conteúdo da página