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Ricardo Diaz - Trajetória do pesquisador da EPM/Unifesp

Publicado: Quinta, 30 de Julho de 2020, 20h18 | Acessos: 1358

Cinco pontos da trajetória do pesquisador na construção do conhecimento

Cinco pontos da trajetória do pesquisador na construção do conhecimento. Ricardo Diaz, médico infectologista, docente e pesquisador da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, é um dos maiores especialistas no mundo. Conheça o seu comprometimento com a pesquisa e dedicação à assistência do sistema público de saúde em cinco pontos de sua trajetória.  1. ESTUDO NO 1º CASO DO MUNDO:  Ingressou na Escola Paulista de Medicina em 1981. Estudou um dos primeiros casos  de morte em decorrência da aids - o paciente morreu de pneumonia, em 1980. Observou o material com lâminas, no microscópio, nas aulas de Patologia.  2. OBSERVADOR DA CATÁSTROFE:  Durante a residência médica em Infectologia, de 1987 a 1989, conviveu com enfermarias tomadas por pacientes com aids. Os enfermos ficavam aos cuidados dos infectologistas quase que exclusivamente, porque eram as pessoas que estudavam mais a doença e que começaram a desmistificar a forma de transmissão pelo contato social.   3. PRIMEIRO AUTOR:  Começou a fazer pesquisas já na residência. Em 1993, foi fazer pós-doutorado em São Francisco, o epicentro da aids no mundo. Foi estudar a vida íntima do vírus, ver sua diversidade genética e a relação que isso tinha com a capacidade das pessoas de desenvolverem doenças ou não. Foi o primeiro autor de um estudo que detectou pela primeira vez no mundo uma infecção dupla pelo HIV.  4. INOVAÇÃO NO BRASIL: Retornou ao Brasil em 1996. Criou o Laboratório de Retrovirologia na Escola Paulista de Medicina, sua escola de origem. Com base em seus estudos, defendia o potencial do teste de carga viral para saber se o tratamento estava funcionando, até que conseguiu a incorporação junto ao Ministério da Saúde, no final de 1996. O tratamento não estava funcionando e o pesquisador conseguiu inserir o teste de resistência, chamado de genotipagem. Foi o primeiro profissional a fazer este teste no Brasil, e o País foi o primeiro no mundo a integrar o teste de carga viral e o de genotipagem no sistema público. O laboratório sob sua responsabilidade é o único que faz o teste para o Brasil inteiro.  5. ESTUDO-PILOTO: O estudo, associando inúmeras intervenções para verificar o que funcionaria ou não, começou a ser desenhado em 2012 e incluíram pacientes em 2014. Os pesquisadores envolvidos foram os primeiros a associar intervenções para fortalecer o medicamento, para despertar o vírus e para matar as células infectadas. Um paciente do grupo de 30 voluntários reagiu bem ao estudo e está há um ano e sete meses com a carga viral zerada, sem medicamentos, mas não é possível ainda dizer que está curado.

 

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