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Hospital Estadual de Diadema

Publicado: Quarta, 14 de Outubro de 2020, 17h22 | Última atualização em Terça, 20 de Outubro de 2020, 13h32

Desde sua inauguração, a Unidade Neonatal do Hospital Estadual de Diadema, está afiliada à Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina. Trata-se de um hospital geral, que dispõe de 268 leitos, com ênfase para o atendimento cirúrgico e ambulatorial de especialidades. A Instituição tem como missão, prestar assistência hospitalar de media e alta complexidade, dentro dos princípios da hierarquização e regionalização do SUS.

A população atendida compreende as gestantes de alto e baixo risco que são encaminhadas ao serviço via Central de Vagas (referência regional) ou por atendimento de emergência dos municípios do grande ABC como: Diadema (população – 386.089), Mauá (população – 417.064), Ribeirão Pires (população – 77.660), Rio Grande da Serra (população – 48.302), Santo André (população – 568.538), São Bernardo do Campo (população – 736.466), São Caetano do Sul (população – 149.263), entre outros. Embora a renda per capita do município de São Caetano do Sul seja acima da média (R$ 2.189,41), as demais cidades apresentam rendas inferiores à renda per capita do município de São Paulo, que hoje é de R$ 1.789,02.

  • Santo Andre – R$ 1.458,49
  • São Bernardo do Campo – R$ 1.369,48
  • Ribeirão Pires – R$ 894,20
  • Diadema – R$ 745,12
  • Rio Grande da Serra – R$ 608,14

Analisando o cenário entre 2015 e 2017 as taxas de mortalidade no primeiro ano e nos 5 primeiros anos de vida tiveram mudanças significativas e Diadema esta com o maior número (por mil nascidos vivos) tendo hoje um índice de 13,3 conforme informações do DATASUS. Seguido por São Caetano do Sul com 11,9, Ribeirão Pires com 9,7, Mauá com 9,5, São Bernardo do Campo com 8,4, Santo André com 8,1, tendo o mais baixo índice Rio Grande da Serra com 3,3.

Considerando que grande parte dos óbitos na infância ocorre no período neonatal, a assistência de elevada qualidade técnica e a capacitação de profissionais que são desenvolvidos na Unidade Neonatal do Hospital, são de grande relevância para a redução da mortalidade na infância.

A equipe da Obstetrícia do HED recebe as gestantes no Centro de Parto Normal que dispõe de duas salas de PPP (Pré-parto – Parto – Puerpério) um conceito bastante atual de atendimento em que a gestante permanece no mesmo local desde a progressão do parto até uma hora após o parto, havendo incentivo para a presença de um familiar acompanhando todo o trabalho de parto. Desde 2015 foi criado na unidade um projeto de humanização voltado para a área materno infantil, onde se prioriza o contato pele a pele ao nascimento e a amamentação em até uma hora de vida do recém-nascido estável. Em caso de parto cirúrgico a gestante e seu acompanhante são encaminhados para o Centro Cirúrgico. Todas as salas de parto estão equipadas para o atendimento do recém-nascido e a realização de reanimação neonatal.

A Unidade Neonatal atende apenas pacientes nascidos no local e é referência para atendimento de alto risco, estando assim constituída: 10 leitos de terapia intensiva (UTIN), 9 leitos de UCINCo, 6 leitos de UCINCa – método canguru, 2 leitos de isolamento e 34 leitos de alojamento conjunto. A equipe médica tem especialização em neonatologia ou terapia intensiva pediátrica.

A Unidade Neonatal dispõe de equipe treinada em Ecocardiografia Funcional e conta com um aparelho de ecocardiograma/ultrassom que foi doado pelo Viver e Sorrir. Com isso é possível realizar o exame à beira leito, possibilitando o diagnostico e tratamento precoce de complicações hemodinâmicas, contribuindo assim, para a melhor evolução imediata e em longo prazo dos prematuros.

Em 2017 ocorreram 2539 nascimentos vivos no Hospital, sendo 18 (0,7%) recém-nascidos com peso inferior a 1000g, 28 (1,1%) entre 1000 e 1499g e 202 (7,9%) entre 1500 e 2499g, que são os recém nascidos de maior risco de morbimortalidade neonatal, e 2291 recém nascidos com peso maior ou igual 2500g (90,2%). Além disso, 8 (0,3%) recém-nascidos apresentavam malformações congênitas maiores.

A dinâmica da unidade neonatal apresenta sistema de rodízio: os médicos residentes do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina/ UNIFESP. Os residentes do primeiro ano (n=24) da Pediatria fazem seu treinamento em Alojamento Conjunto e Sala de Parto. Já os residentes do segundo ano (n=24) da Pediatria, os residentes do segundo ano de terapia intensiva neonatal, e os residentes do segundo ano de terapia intensiva pediátrica fazem o seu treinamento na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Os estágios são supervisionados por médicos da Disciplina de Neonatologia da EPM/Unifesp. Desde 2014 ocorre na Unidade Neonatal do HED, o estágio para fisioterapeutas do segundo ano (n=8) do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e Adolescente da Unifesp, que é supervisionado pelos profissionais do setor de fisioterapia do HED e pela coordenadora do programa. Também realizaram estágio na unidade neonatal, em 2017, os alunos de graduação da Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp, sendo 40 do terceiro ano e 4 do quarto ano.

A unidade neonatal faz parte da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais (RBPN) desde 2011 e tem em sua equipe 5 instrutores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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