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Ricardo Diaz - Trajetória do pesquisador da EPM/Unifesp

Publicado: Quinta, 30 de Julho de 2020, 20h18 | Última atualização em Sexta, 31 de Julho de 2020, 15h32

Cinco pontos da trajetória do pesquisador na construção do conhecimento

Cinco pontos da trajetória do pesquisador na construção do conhecimento. Ricardo Diaz, médico infectologista, docente e pesquisador da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, é um dos maiores especialistas no mundo. Conheça o seu comprometimento com a pesquisa e dedicação à assistência do sistema público de saúde em cinco pontos de sua trajetória.  1. ESTUDO NO 1º CASO DO MUNDO:  Ingressou na Escola Paulista de Medicina em 1981. Estudou um dos primeiros casos  de morte em decorrência da aids - o paciente morreu de pneumonia, em 1980. Observou o material com lâminas, no microscópio, nas aulas de Patologia.  2. OBSERVADOR DA CATÁSTROFE:  Durante a residência médica em Infectologia, de 1987 a 1989, conviveu com enfermarias tomadas por pacientes com aids. Os enfermos ficavam aos cuidados dos infectologistas quase que exclusivamente, porque eram as pessoas que estudavam mais a doença e que começaram a desmistificar a forma de transmissão pelo contato social.   3. PRIMEIRO AUTOR:  Começou a fazer pesquisas já na residência. Em 1993, foi fazer pós-doutorado em São Francisco, o epicentro da aids no mundo. Foi estudar a vida íntima do vírus, ver sua diversidade genética e a relação que isso tinha com a capacidade das pessoas de desenvolverem doenças ou não. Foi o primeiro autor de um estudo que detectou pela primeira vez no mundo uma infecção dupla pelo HIV.  4. INOVAÇÃO NO BRASIL: Retornou ao Brasil em 1996. Criou o Laboratório de Retrovirologia na Escola Paulista de Medicina, sua escola de origem. Com base em seus estudos, defendia o potencial do teste de carga viral para saber se o tratamento estava funcionando, até que conseguiu a incorporação junto ao Ministério da Saúde, no final de 1996. O tratamento não estava funcionando e o pesquisador conseguiu inserir o teste de resistência, chamado de genotipagem. Foi o primeiro profissional a fazer este teste no Brasil, e o País foi o primeiro no mundo a integrar o teste de carga viral e o de genotipagem no sistema público. O laboratório sob sua responsabilidade é o único que faz o teste para o Brasil inteiro.  5. ESTUDO-PILOTO: O estudo, associando inúmeras intervenções para verificar o que funcionaria ou não, começou a ser desenhado em 2012 e incluíram pacientes em 2014. Os pesquisadores envolvidos foram os primeiros a associar intervenções para fortalecer o medicamento, para despertar o vírus e para matar as células infectadas. Um paciente do grupo de 30 voluntários reagiu bem ao estudo e está há um ano e sete meses com a carga viral zerada, sem medicamentos, mas não é possível ainda dizer que está curado.

 

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