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Pesquisa analisa como achados ultrassonográficos auxiliam na avaliação pulmonar

Publicado: Terça, 30 de Junho de 2020, 19h19 | Última atualização em Quinta, 02 de Julho de 2020, 17h40

Estudo da EPM/Unifesp tem crianças com covid-19 como foco

Por Tamires Tavares

Pesquisa ultrassom covid crianças 1

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pretende investigar os achados ultrassonográficos na avaliação pulmonar de pacientes pediátricos com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, em comparação com os achados tomográficos. O método pode ser considerado preciso e mais seguro, dispensando o uso de radiação ionizante, como na tomografia computadorizada – outro meio de diagnóstico por imagem utilizado – e permitindo evitar o transporte dos pacientes e contaminação em outros ambientes.

O estudo é realizado pelo pediatra Pedro Paulo Macarini Gonçalves Vieira, pós-graduando na Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, preceptor dos residentes da Pediatria e atuante em projetos de avaliação pulmonar por ultrassonografia. Ele é orientado pelo radiologista e docente do Departamento de Diagnóstico por Imagem e chefe da disciplina de Imagem e Pediatria da EPM/Unifesp, Rodrigo Regacini.

Em muitos casos de covid-19, sintomas respiratórios leves se apresentam dentro de um amplo espectro de gravidade. Uma variação ocorre principalmente em crianças, cujos principais sintomas são gastrointestinais, febre isolada ou, em casos mais raros, síndrome inflamatória sistêmica. Quando há suspeita de acometimento pulmonar, a avaliação por imagem surge como um dos métodos para diagnóstico –  sendo a radiografia de tórax o exame mais utilizado. Entretanto, ela não é capaz de detectar muitas alterações pulmonares, principalmente nos estágios iniciais da doença.

O método mais preciso para a avaliação pulmonar na covid-19 é a tomografia computadorizada do tórax, porém, é indicada para pacientes com quadros moderados ou graves, devendo-se evitar seu uso para pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, uma vez que este método utiliza maior dose de radiação ionizante que a radiografia e sua realização envolve riscos no transporte de pacientes com possível contaminação, os quais, muitas vezes, apresentam-se instáveis clinicamente.

Nesse contexto, surge a ultrassonografia pulmonar para avaliação de doenças do parênquima pulmonar e de pacientes com síndrome respiratória aguda grave. "A ultrassonografia tem um enorme potencial de ser utilizada na avaliação com muitas vantagens sobre os demais métodos de imagem. Atualmente, ela é pouco utilizada com essa finalidade, e estudos científicos têm demonstrado seu potencial e suas aplicações podem ajudar a mudar este cenário, beneficiando os pacientes, principalmente a população pediátrica, que é mais sensível que os adultos aos exames que utilizam radiação ionizante, como a radiografia e a tomografia", explica Regacini.

"A possibilidade de utilização da ultrassonografia à beira do leito pelo pediatra abre um cenário promissor de diagnósticos mais ágeis e de exames de acompanhamento mais frequentes em crianças internadas com alterações pulmonares. É essencial demonstrar seus resultados frente aos outros métodos de imagem consagrados e suas possibilidade de aplicação", complementa Vieira sobre a relevância do método.

 

 

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