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Celebrando o dia mundial da internet: a evolução da conexão digital na EPM/Unifesp

Publicado: Domingo, 28 de Abril de 2024, 18h34 | Acessos: 279

Conheça a trajetória da internet no Brasil e seu impacto nas instituições de ensino superior, incluindo a Escola Paulista de Medicina

O Dia Mundial da Internet, celebrado anualmente em 17 de maio, é um marco global que reconhece o papel fundamental da internet na sociedade moderna. Mais do que uma simples data comemorativa, essa ocasião representa a culminação de uma história rica em inovação, colaboração e transformação social. É uma oportunidade para celebrar os avanços tecnológicos que nos conectam, refletir sobre o impacto da internet em nossas vidas e discutir os desafios e oportunidades que o futuro da internet nos apresenta. É um momento para reafirmar nosso compromisso com o uso responsável e ético da internet, para que ela continue a ser uma ferramenta poderosa para o bem e o progresso da humanidade.

Neste artigo, vamos explorar a linha do tempo da internet no Brasil e como ela se integrou às universidades federais, incluindo a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

Design sem nome

Raízes da conectividade

A chegada da internet na EPM/Unifesp foi um marco significativo para a comunidade acadêmica e científica. Vamos explorar essa trajetória:

1969

1970

O surgimento da Advanced Research Projects Agency Network (ARPANET): A história da internet remonta à ARPANET, uma rede de comunicação desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 1969. A ARPANET foi o embrião da internet moderna, impulsionando o desenvolvimento de protocolos de comunicação como o TCP/IP e estabelecendo os fundamentos da comunicação digital entre computadores1.

1988

No Brasil, a internet deu seus primeiros passos em 1988, quando a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) estabeleceram a conexão com a rede global. Em 1988, a Fapesp e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em conjunto com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), tomaram a decisão inicial de conectar-se à internet. Essa conexão permitiu a troca de mensagens e informações entre instituições acadêmicas e científicas2.

A rede acadêmica da EPM (REPM), nos primórdios, 1988-1989, tratava-se de um projeto “caseiro”, baseado em um modem ligado a uma linha telefônica do Centro de Informática em Saúde (CIS -EPM) e com um único endereço eletrônico — O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. —, que todos utilizavam para receber e enviar correspondências. Nessa época, não ultrapassavam uma dezena as pessoas em toda a EPM que, tendo contato com amigos, colegas, orientadores ou outros pesquisadores no exterior, usavam o e-mail como forma de comunicação3. Mais tarde, tendo obtido uma workstation SUN junto ao CNPq, em conseqüência de projeto de fomento para grupos de pesquisa emergentes, e com linhas telefônicas dedicadas adquiridas pela EPM, pôde estabelecer no CIS-EPM  um servidor próprio de correio eletrônico, o que permitiu o cadastramento de endereços pessoais3.

1989

A UFRJ também se conectou à Bitnet, tornando-se a terceira instituição brasileira a ter acesso a essa tecnologia1 .

1990

Fundação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), uma instituição que desempenhou um papel crucial na expansão e desenvolvimento da internet no Brasil. A RNP conectou inicialmente universidades e centros de pesquisa, promovendo a colaboração acadêmica e científica em todo o país4.

A RNP foi responsável por fornecer acesso à internet a proximadamente 600 instituições, abrangendo cerca de 65 mil usuários durante a década de 19903,5.

1991

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) cria a Rede Fapesp, a primeira rede acadêmica brasileira, conectando universidades e centros de pesquisa do estado2. A EPM já utilizava a Bitnet oferecida pela Fapesp em computadores de alguns departamentos (DIS, Biofísica, Oftalmo e Biblioteca)

1992

Com dotação de verbas aprovada pela Congregação da Escola Paulista de Medicina, introduziu a infra-estrutura básica para o tráfego de informações intra e extramuros — desde as ferramentas mais simples, como correio eletrônico, até as mais complexas, como as videoconferências3.

1994

A Unifesp se conecta à Rede FAPESP, permitindo o acesso à internet para seus alunos, professores e pesquisadores2.

A REPM é inaugurada. Conectando de início 21 departamentos acadêmicos — número que logo cresceu para 44 com a entrada dos departamentos administrativos —, a rede foi fruto do trabalho de interligação física, através de cabos de fibras ópticas, de 17 prédios da Unifesp/EPM espalhados por cinco quarteirões em torno do edifício sede da Escola3.

1995

A internet comercial começou a se popularizar no Brasil, impulsionando sua adoção em instituições de ensino superior, incluindo as universidades federais. O acesso à internet transformou o ambiente acadêmico, facilitando o acesso a informações, pesquisa e colaboração entre estudantes e pesquisadores6.

1997

A Unifesp lança seu próprio site institucional, disponibilizando informações sobre a universidade, seus cursos, pesquisas e eventos3,7.

1998

A Biblioteca Central da Unifesp implanta o sistema de acesso online ao acervo, permitindo que alunos e professores consultem livros e periódicos de forma eletrônica.

2000

A Unifesp implementa o uso de e-mail para toda a comunidade universitária, facilitando a comunicação interna e externa3.

2004

Acontece o crescimento exponencial da rede como instrumento da transformação da “universidade de papel” para a “universidade digital”. A REPM congrega 3.200 microcomputadores distribuídos em várias sub-redes, atendendo a cerca de 6.800 usuários cadastrados para uso dos serviços oferecidos pela Rede Acadêmica, os quais trocam mais de 60 mil mensagens/dia pelo correio eletrônico da Unifesp. O total de acessos, que vem crescendo ano a ano, atingia 3,4 milhões de acessos, dos quais 60% provenientes de usuários internos e 40% externos3,7.

 

Impactos

A implantação da Rede Acadêmica (REPM) na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) resultou em uma série de impactos positivos na área da saúde. Primeiramente, houve uma significativa melhoria na comunicação e colaboração, permitindo uma interação mais eficiente entre a comunidade acadêmica da EPM e outras instituições de ensino ao redor do mundo. Além disso, a disponibilidade de recursos e informações online ampliou as oportunidades de aprendizado para os membros da EPM, enriquecendo o ensino, facilitando a pesquisa e contribuindo para o desenvolvimento de novos conhecimentos. A infraestrutura estabelecida pela REPM também promoveu a modernização dos processos acadêmicos, desde a implementação de ferramentas básicas como correio eletrônico até a realização de videoconferências, impactando positivamente o ensino, a pesquisa e a gestão da informação em saúde. A expansão da educação à distância foi outro resultado significativo, permitindo que os programas educacionais da universidade alcançassem um número maior de alunos, inclusive fora do campus, promovendo assim a democratização do acesso ao ensino superior e à formação em saúde. Além disso, a colaboração entre pesquisadores de diferentes instituições e países foi facilitada, impulsionando o desenvolvimento científico e tecnológico. Por fim, a implantação da REPM abriu novas oportunidades para a inovação na educação, pesquisa e administração da universidade, demonstrando seu papel crucial no avanço da área da saúde e na promoção do progresso acadêmico e científico.

 

Desafios e Perspectivas

No século XXI, a internet se tornou uma força transformadora inegável. A globalização da informação, o surgimento de novas formas de expressão e comunicação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente interconexão entre pessoas e culturas são apenas alguns dos exemplos do impacto profundo da internet na sociedade.

 

Curiosidades

vocesabia

  • A primeira mensagem enviada pela ARPANET ocorreu em 29 de outubro de 1969, entre as universidades de UCLA e Stanford. Leonard Kleinrock, um dos cientistas envolvidos no projeto ARPANET, tentou enviar a mensagem "LOGIN" de um computador da UCLA para outro no SRI. No entanto, devido a um erro de digitação, apenas os dois primeiros caracteres "LO" foram enviados.
  • O símbolo "@" foi escolhido para separar o nome do usuário do nome do host no endereço de e-mail por Ray Tomlinson, um dos pioneiros da ARPANET. Ele selecionou o "@" porque era um símbolo pouco utilizado na época e tinha uma aparência clara e distinta.
  • O Protocolo de Controle de Transmissão (TCP) e o Protocolo de Internet (IP), juntos conhecidos como TCP/IP, são os principais protocolos de comunicação que permitem a conexão e a transmissão de dados pela internet. Eles foram desenvolvidos por Vinton Cerf e Bob Kahn na década de 1970.
  • O primeiro navegador web, chamado WorldWideWeb (mais tarde renomeado para Nexus), foi desenvolvido pelo físico Tim Berners-Lee em 1990. Ele foi projetado para ser usado no NeXT Computer, uma das primeiras estações de trabalho da web.
  • O primeiro site da web foi criado por Tim Berners-Lee e foi ao ar em 6 de agosto de 1991. Ele explicava o que era a World Wide Web e fornecia informações sobre como criar sites. O primeiro site ainda está online: O site ainda pode ser acessado em https://info.cern.ch
  • O primeiro país fora dos Estados Unidos a ter acesso à ARPANET foi a Noruega, em 1973. Isso marcou o início da internacionalização da internet.
  • Em 1993, a banda de rock Severe Tire Damage se tornou a primeira banda a transmitir um show ao vivo pela internet. Isso foi feito no laboratório de ciências da computação da Universidade de Cambridge.
  • A década de 90 ficou conhecida como o “boom da internet”, com o surgimento de novos navegadores como Internet Explorer, Netscape, Mozilla Firefox, Google Chrome e Opera.
  • Sites, chats e redes sociais (como Orkut, Facebook, MSN e Twitter) proliferaram, tornando a internet uma rede global de computadores conectados.
  • Cerca de 37% do tráfego de internet não é feito por humanos, mas por bots.
  • A Deep Web é pelo menos 500 vezes maior do que a internet que usamos diariamente.
  • O primeiro e-mail foi enviado por acidente: Em 1971, Ray Tomlinson, um engenheiro da BBN Technologies, enviou a primeira mensagem de e-mail por engano enquanto testava um novo programa. A mensagem foi enviada para outro usuário na mesma rede, apenas em um computador diferente.
  • A internet quase foi chamada de "Galactic Network": Durante o desenvolvimento da ARPANET, um dos nomes sugeridos para a rede foi "Galactic Network", mas a ideia foi logo descartada por ser considerada muito ambiciosa.
  • A internet não tem um dono único: A internet é uma rede descentralizada, o que significa que não há uma única entidade que a controle ou possua.
  • O primeiro provedor de internet comercial foi a CompuServe: Fundada em 1969, a CompuServe foi um dos primeiros serviços online a oferecer acesso à internet para o público em geral.
  • O primeiro emoji foi criado em 1972: O símbolo ":-) ", que representa um rosto sorridente, foi criado por Harvey Ball, um designer gráfico, em 1972 para uma companhia de seguros.
  • Nas primeiras décadas da internet, a velocidade de conexão era medida em kilobits por segundo (kbps), enquanto hoje em dia a velocidade padrão é medida em megabits por segundo (Mbps) ou gigabits por segundo (Gbps). 

 

Referências

  1. Rebecca, Ann, Lind. History of the Internet, Search Engines, and More. (2022). doi: 10.1007/978-1-4842-8686-9_2
  2. Luis, Filipe, Nakayama., William, Binotti., Chrystinne, Oliveira, Fernandes., Pia, Gabrielle, I., Alfonso., Leo, Anthony, Celi. The Digital Divide in Brazil and Barriers to Telehealth and Equal Digital Health Care: Analysis of Internet Access Using Publicly Available Data.. Journal of Medical Internet Research, (2023). doi: 10.2196/42483
  3. Sigulem D. Memorial Daniel Sigulem. São Paulo; 2004.
  4. Sigulem D. Um Novo Paradigma de Aprendizado na Prática Médica da Unifesp/EPM. São Paulo; 1997.
  5. Evaldo, F., Vilela. National Experience of Scientific and Technological Develop-ment in Brazil – CNPq. (2023). doi: 10.52600/2965-0968.bjcmr.2023.1.suppl.1.20
  6. Dilton, Cândido, Santos, Maynard. An Introduction to the History of the Internet: A Brazilian Perspective. (2018). doi: 10.1007/978-3-319-99289-1_2
  7. Universidade Federal de São Paulo. Linha do tempo do portal, 2019. Disponível em: https://www.unifesp.br/linha-do-tempo-do-portal

 

 

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